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Primeiro caso de Mpox em 2026 é confirmado no Ceará; estado também investiga casos prováveis

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O Ceará entrou para a lista de estados brasileiros com registros de Mpox em 2026. De acordo com dados atualizados pelo painel do Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica, o estado confirmou o primeiro caso da doença neste ano, com diagnóstico registrado no mês de fevereiro.

Além do caso confirmado, o sistema de monitoramento aponta dois casos classificados como prováveis, que seguem sob análise das autoridades de saúde.

No recorte da região Nordeste, o levantamento mostra três casos confirmados e dois prováveis de Mpox em 2026. Até agora, nenhuma morte foi registrada relacionada à doença.

O painel também informa que 67 notificações continuam sendo investigadas como suspeitas em toda a região.

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, o paciente diagnosticado no Ceará é um homem de 37 anos, de raça branca, heterossexual, que relatou manter relações com mulheres. O registro também indica que ele possui ensino médio completo.

Como está a doença no Brasil

Em todo o Brasil, já foram registrados 140 casos confirmados e nove prováveis de Mpox em 2026, conforme dados do painel epidemiológico nacional. Outros 539 casos suspeitos ainda estão sendo investigados.

Até o momento, não há registros de óbitos relacionados à doença no país neste ano.

A maior parte dos diagnósticos ocorreu no início de 2026:

  • Janeiro: 68 casos confirmados
  • Fevereiro: 70 casos confirmados
  • Março: 11 casos confirmados até agora

Os casos confirmados estão distribuídos nos seguintes estados:

  • São Paulo – 93 casos
  • Rio de Janeiro – 18 casos
  • Minas Gerais – 11 casos
  • Rio Grande do Norte – 11 casos
  • Piauí – 2 casos
  • Amazonas – 1 caso
  • Ceará – 1 caso
  • Distrito Federal – 1 caso
  • Pará – 1 caso
  • Santa Catarina – 1 caso

A Mpox é transmitida principalmente por contato direto entre pessoas, especialmente com lesões na pele, secreções ou fluidos corporais de alguém infectado.

A transmissão também pode ocorrer por exposição prolongada a gotículas respiratórias, principalmente em situações de contato próximo.

Na maioria dos casos, o contágio acontece quando há contato direto com feridas, erupções cutâneas ou fluidos corporais, como pus ou sangue presente nas lesões.

Os dados do monitoramento regional indicam que a idade média dos pacientes é de 31 anos.

Em relação ao sexo:

  • 60% dos casos são do sexo masculino
  • 40% do sexo feminino

Quanto à identidade de gênero:

  • 60% homens cisgênero
  • 20% mulheres cisgênero
  • 20% sem informação registrada

A distribuição por faixa etária inclui:

  • 40 a 49 anos: 2 casos
  • 30 a 39 anos: 1 caso
  • 18 a 29 anos: 1 caso
  • 10 a 14 anos: 1 caso

Sobre a orientação sexual dos casos registrados:

  • 40% heterossexuais
  • 40% homossexuais
  • 20% sem informação ou não aplicável