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Saúde

Chikungunya na gestação aumenta risco de hospitalização de bebês

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O combate ao mosquito Aedes aegypt torna-se importante para reduzir o risco de hospitalizações neonatais causadas pela chikungunya (Créditos da imagem: Freepik)

O avanço dos casos de chikungunya em Dourados, no Mato Grosso do Sul, acendeu um alerta para as gestantes da região. O motivo é a capacidade do mosquito Aedes aegypti de transmitir o vírus diretamente ao feto, o que pode gerar consequências duradouras. Um estudo recente da Fiocruz, publicado na prestigiosa revista científica britânica Nature, revela que bebês que tiveram contato com o vírus ainda no útero apresentam um risco 21% maior de hospitalização durante os três primeiros anos de vida.

Quando a infecção ocorre no momento do parto, o risco de o bebê precisar de internação dobra. No entanto, a pesquisa trouxe uma descoberta inédita: infecções ocorridas no primeiro ou segundo trimestre da gravidez também são perigosas, elevando as chances de complicações hospitalares na infância em até 30%.

Entre as recomendações dos especialistas estão o fortalecimento de campanhas de prevenção voltadas às populações mais vulneráveis e a garantia de que crianças nascidas de mães infectadas recebam um acompanhamento médico prolongado e rigoroso pelas equipes de saúde.