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Violência digital: a nova face da agressão contra a mulher; confira entrevista

A violência digital tem se consolidado como uma extensão da violência de gênero, ampliando um problema que já atinge milhões de mulheres em todo o mundo. Agressões que antes ficavam restritas ao ambiente doméstico ou às ruas agora ganham proporções ainda maiores por meio das redes sociais, perfis anônimos e aplicativos de mensagem — ferramentas que, muitas vezes, são distorcidas para intimidar, expor e humilhar mulheres.
Embora aconteça no ambiente virtual, o impacto desse tipo de violência é profundamente real. As vítimas frequentemente enfrentam crises de ansiedade, დეპressão e vivem sob o medo constante de que as ameaças ultrapassem a tela e se transformem em agressões físicas.
Dados da ONU Mulheres revelam a dimensão do problema: cerca de 38% das mulheres no mundo já sofreram algum tipo de violência online. Outro dado preocupante é que quase metade dessas mulheres vive em países que ainda não possuem legislação específica para combater esse tipo de crime.
No Brasil, a situação também é alarmante. De acordo com a Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, aproximadamente 8,8 milhões de brasileiras — o equivalente a uma em cada dez mulheres com 16 anos ou mais — foram vítimas de violência digital em apenas um ano. Em grande parte dos casos, o agressor não é um desconhecido, mas alguém próximo da vítima, como parceiro, ex-companheiro ou pessoa do convívio social.
Diante desse cenário, cresce a necessidade de informação, prevenção e orientação. Para aprofundar o tema e esclarecer como as mulheres podem se proteger, o Informativo Dom Bosco, apresentado pela jornalista Roberta Farias, conversou com Yasmin Soares, advogada especializada em Direito Digital e pesquisadora em proteção de dados de mulheres, crianças e adolescentes.
Acompanhe na íntegra a entrevista: