Saúde
Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais reforça a importância do diagnóstico precoce

Com sintomas silenciosos nas fases iniciais, infecções afetam milhares de brasileiros; vacinação, testagem periódica e exames no pré-natal são as principais formas de prevenção (Créditos da imagem: Pexels)
O Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, celebrado nesta terça-feira (28 de julho), marca o ponto central das ações do Julho Amarelo no Brasil. A mobilização nacional busca conscientizar a população sobre a prevenção, o diagnóstico e o tratamento das infecções causadas pelos vírus A, B, C, D e E.
No Brasil, os tipos A, B e C são os de maior ocorrência. As hepatites virais caracterizam-se pela inflamação do fígado e, na maioria dos casos, progridem de forma assintomática durante longos períodos. Frequentemente, os sinais iniciais são genéricos, como fadiga, mal-estar e perda de apetite, o que atrasa a busca por atendimento.
Riscos e evolução da doença
Sinais como icterícia (pele e olhos amarelados), urina escura e fezes claras costumam surgir apenas em estágios mais avançados. Quando não tratadas, as infecções podem evoluir para formas crônicas, aumentando o risco de complicações graves, como cirrose e câncer hepático.
Prevenção, testagem e pré-natal
A prevenção envolve medidas como vacinação e hábitos de higiene.
- Cuidados cotidianos: Evitar o compartilhamento de objetos de uso pessoal e perfurocortantes, como lâminas, alicates de unha, seringas e escovas de dente.
- Testagem: Especialistas recomendam que todas as pessoas façam o teste para as hepatites B e C ao menos uma vez na vida, especialmente a população acima dos 40 anos e grupos prioritários.
- Gestantes: A investigação pré-natal por meio de exames de sangue é fundamental para prevenir a transmissão vertical (da mãe para o bebê) das hepatites B e C durante a gravidez ou o parto.
Dados epidemiológicos
De acordo com o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais, o Brasil notificou 826.292 casos confirmados entre 2000 e 2024. A hepatite C lidera os registros nacionais, representando 41,5% do total de casos, seguida pela hepatite B (36,6%) e pela hepatite A (21,2%). No mesmo período, o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) contabilizou cerca de 50 mil óbitos por causas básicas associadas às hepatites no país, com maior impacto do vírus C (75,3%).