Saúde
SUS substitui vacina contra a poliomielite a partir de agosto

Novo esquema vacinal contra a paralisia infantil contará com cinco doses no total, incluindo um novo reforço aos quatro anos de idade (Créditos da imagem: Pexels)
O calendário de vacinação infantil do Sistema Único de Saúde (SUS) passará por uma mudança histórica a partir do dia 3 de agosto. O Ministério da Saúde vai substituir de forma definitiva a tradicional vacina oral contra a poliomielite (conhecida popularmente como “gotinha”) pela Vacina Inativada Injetável (VIP). Com a atualização, o esquema de proteção contra a paralisia infantil passará a ser composto exclusivamente por doses injetáveis.
Até então, o modelo brasileiro combinava três doses injetáveis aplicadas no primeiro ano de vida (aos dois, quatro e seis meses) com dois reforços em gotas. Com a nova diretriz, o ciclo completo terá cinco doses injetáveis.
Como funcionará o novo esquema vacinal?
A partir de agosto, as crianças deverão seguir o cronograma de cinco etapas de imunização com a versão injetável, distribuídas da seguinte forma:
- 1ª dose: aos 2 meses de vida;
- 2ª dose: aos 4 meses de vida;
- 3ª dose: aos 6 meses de vida;
- 1º reforço: aos 15 meses de vida;
- 2º reforço: aos 4 anos de idade.
A recomendação das autoridades de saúde é que pais ou responsáveis por crianças menores de cinco anos que ainda não completaram o ciclo compareçam aos postos de saúde para avaliar a caderneta de vacinação e realizar as atualizações necessárias.
Por que a “gotinha” foi substituída?
A decisão foi formalizada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) após análises técnicas. O motivo da mudança é a vacina em gotas utiliza o vírus vivo atenuado que, embora seguro na imensa maioria dos casos, carrega um risco extremamente raro de sofrer mutação e provocar a doença. Já a vacina injetável utiliza o vírus inativado (morto), elimina essa possibilidade.
37 anos sem poliomielite no Brasil
O Brasil não registra casos de poliomielite há 37 anos e recebeu o certificado de eliminação da doença pela OMS em 1994. No entanto, o cenário internacional acende o alerta para o risco de reintrodução do vírus se as taxas de cobertura vacinal caírem.
A poliomielite é uma doença infectocontagiosa que afeta principalmente crianças e pode atingir o sistema nervoso central, provocando paralisia muscular irreversível nas pernas ou braços e, em casos graves, levando à morte.