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Cientistas cobram ações contra impacto da inteligência artificial

Especialistas alertam que transição para a economia da inteligência artificial deve ser mais rápida do que as revoluções industriais anteriores (Créditos da imagem: Pexels)
Um grupo formado por mais de 200 pesquisadores e economistas, incluindo 15 ganhadores do Prêmio Nobel e cientistas das principais empresas de tecnologia do mundo divulgou um manifesto conjunto com um apelo global. O documento cobra que governos e líderes do setor criem, com urgência, políticas e arranjos institucionais para mitigar os impactos econômicos da inteligência artificial (IA).
Os signatários alertam que a disseminação da IA deve impulsionar uma transformação socioeconômica maior do que a Revolução Industrial. Contudo, a velocidade dessa transição será significativamente mais acelerada, o que impõe desafios inéditos para trabalhadores, empresas de todos os portes e órgãos públicos.
A declaração conjunta defende a necessidade de pesquisas científicas aprofundadas sobre o mercado de trabalho do futuro e pede o desenho imediato de diretrizes que garantam que os avanços tecnológicos beneficiem a sociedade como um todo, contendo riscos estruturais como a perda de postos de trabalho em larga escala.
No campo acadêmico, destacam-se as assinaturas de referências da economia global e vencedores do Prêmio Nobel, como Michael Spence, Daron Acemoglu e Simon Johnson. O grupo reforça que o debate institucional não pode ser postergado, sob o risco de as sociedades enfrentarem crises de emprego antes que mecanismos de proteção e requalificação profissional estejam consolidados.