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Economia

Assinatura das obras da usina de dessalinização ocorre nesta quinta em Fortaleza

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O Ceará dá mais um passo na implantação de uma das principais obras de segurança hídrica do Estado. A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) realiza nesta quinta-feira (16) a assinatura do termo que libera o início das obras da usina de dessalinização, projeto chamado de Dessal Ceará.

A solenidade reunirá representantes do Governo do Estado, da Cagece e das instituições envolvidas na execução do empreendimento.

A nova planta terá capacidade para produzir 1 metro cúbico de água potável por segundo, o equivalente a mil litros por segundo. Conforme a Cagece, a estrutura poderá atender cerca de 720 mil pessoas e terá papel estratégico no fortalecimento do sistema de abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza.

A usina será a maior unidade de dessalinização em operação ou implantação no Brasil em capacidade de produção, segundo informações do projeto. Em setembro de 2025, a iniciativa recebeu a licença de instalação concedida pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace).

A execução ficará sob responsabilidade do consórcio Águas de Fortaleza, formado pelas empresas Marquise S/A, PB Construções S/A e Abengoa Água S/A, em parceria com a Cagece. O investimento previsto é de aproximadamente R$ 3 bilhões, considerando a construção e a operação do sistema durante 30 anos.

Durante o desenvolvimento do projeto, a implantação enfrentou debates envolvendo questões ambientais e sociais. Entre os pontos analisados estão os impactos na região da Praia do Futuro, área utilizada para desova de tartarugas marinhas, além das intervenções necessárias para instalação de estruturas subterrâneas.

O planejamento da obra passou por mudanças ao longo dos anos, incluindo a alteração da localização da planta após questionamentos do setor de telecomunicações sobre possíveis impactos em cabos submarinos. O consórcio responsável informou que estudos técnicos não apontaram risco de comprometimento da conectividade nacional.

Também houve discussões relacionadas às comunidades próximas ao empreendimento. Famílias que estavam dentro da área destinada à construção foram realocadas em 2025, enquanto moradores do entorno que não foram incluídos no processo continuam cobrando ações e soluções para os impactos gerados pela obra.

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