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Cotidiano

Rotina sem exercícios ao longo do dia traz riscos à saúde mesmo para quem se exercita

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Permanecer longos períodos sentado ou deitado contrapõe os benefícios da atividade física regular e pode elevar o risco de doenças cardiovasculares, obesidade e diabetes (Créditos da imagem: Pexels)

O comportamento de praticar exercícios físicos de forma regular nem sempre garante proteção total à saúde cardiovascular e metabólica. Estudos recentes acendem o alerta para o chamado “sedentarismo silencioso”, um hábito cada vez mais frequente na vida moderna que ocorre quando a pessoa cumpre a rotina de treinos diários ou semanais, mas passa o restante do dia completamente inativa, seja sentada no escritório, no trânsito ou deitada em momentos de lazer.

A Organização Mundial da Saúde recomenda a prática de pelo menos 150 a 300 minutos de atividades físicas por semana para a manutenção do bem-estar. No entanto, especialistas na área de Educação Física destacam que é fundamental diferenciar o sedentarismo clássico do estado sedentário. A pessoa pode até atingir a meta semanal de exercícios recomendada pela OMS, mas, se passar de 8 a 10 horas seguidas sentada, entra no estado sedentário. Esse padrão de comportamento traz consequências parecidas com as do sedentarismo habitual, elevando o risco de desenvolvimento de obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes e sintomas de ansiedade.

Para combater os efeitos do sedentarismo silencioso e evitar a inatividade diária prolongada, a principal orientação é realizar pequenas interrupções ao longo do expediente ou da rotina em casa. Práticas simples como levantar para caminhar curtos trechos, fazer exercícios de alongamento ou mobilidade corporal, adotar pausas de ginástica laboral no ambiente de trabalho e até mesmo estacionar o carro mais longe do destino ajudam a aumentar o gasto energético e a proteger o organismo ao longo de todo o dia.