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Cotidiano

Bloqueio de chamadas indesejadas avança para novas regras de verificação

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Bloqueio de “robocalls” expõe desafios no combate a ligações abusivas (Créditos da imagem: Pexels)

A aplicação de medidas para conter a proliferação de chamadas indesejadas no setor de telecomunicações tem gerado impasse entre operadoras. Pelo menos sete empresas acionaram a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para contestar o bloqueio de ligações promovido por sistemas automatizados de uma operadora em funcionamento no país. A empresa alega que a retenção atinge apenas chamadas em massa sem a devida identificação.

Funcionamento e limites das chamadas automatizadas

Grande parte das ligações incômodas – conhecidas como robocalls – utiliza sistemas automatizados que discam para múltiplos números simultaneamente. Quando uma chamada é atendida, as demais são derrubadas de forma automática. Além de verificar linhas ativas, a prática é utilizada por centrais de atendimento para validação de cadastros.

Canais de defesa e recursos disponíveis ao consumidor

Enquanto a obrigatoriedade integral do novo protocolo não é concluída, os consumidores dispõem de diferentes ferramentas para diminuir o recebimento de chamadas indesejadas:

Plataforma Não Me Perturbe: Permite o bloqueio de chamadas de telemarketing das prestadoras de telecomunicações e de instituições financeiras optantes. O cadastro é feito pelo site naomeperturbe.com.br e o prazo para efetivação é de até 30 dias.

Recursos do sistema operacional: Aparelhos Android contam com opções de proteção contra spam nas configurações de chamada. Já os dispositivos iOS dispõem do recurso de triagem para números desconhecidos.

Aplicativos de terceiros e denúncias: Ferramentas de identificação de chamadas podem ser instaladas nos aparelhos. Caso os abusos persistam, os usuários podem registrar reclamações formais nos canais de atendimento da Agência.