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Economia

Pesquisa aponta que endividamento das famílias alcança cerca de 70% em Fortaleza

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O nível de endividamento das famílias brasileiras atingiu a marca de 82% em julho de 2026, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em Fortaleza, dados levantados pela Fecomércio Ceará mostram que 69,6% dos consumidores locais possuem dívidas no mesmo período, representando um avanço de quatro pontos percentuais em relação ao índice registrado no ano anterior.

O estudo revela que o desequilíbrio nas contas domésticas está diretamente associado à ausência de planejamento prévio. Para 40,6% dos entrevistados, a falta de orçamento e o descontrole de gastos foram os grandes responsáveis pelo endividamento. O aumento de custos essenciais ou o aparecimento de novas necessidades aparecem em segundo lugar, citados por 16,9% dos participantes, seguidos por gastos imprevistos com saúde, acidentes e mudanças familiares, apontados por 13,3%. Compras por impulso, desemprego e redução do nível de renda também figuram entre os fatores relevantes.

Especialistas em crédito ressaltam que o fortalecimento da educação financeira é fundamental para evitar decisões impulsivas de consumo e reorganizar as finanças da família. A principal orientação é estabelecer um teto de gastos no cartão de crédito de até 30% da renda, além de mapear despesas em planilhas para cortar custos recorrentes não essenciais, como serviços de assinatura em excesso e refeições fora de casa.

Para lidar com dívidas já existentes, a recomendação é renegociar débitos em busca de menores taxas de juros ou buscar a unificação de cobranças em parcelas que caibam no orçamento. Outro passo essencial para conter o endividamento é a criação de uma reserva de emergência, reservando entre 5% e 10% dos rendimentos mensais.

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