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Saúde

Ceará registra 5 casos de mpox em 2026; afirma sesa

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O Ceará contabiliza cinco casos confirmados de mpox em 2026, conforme os registros do IntegraSUS. Os pacientes são homens com idades entre 20 e 45 anos. Ao longo do ano, o sistema de saúde estadual recebeu 67 notificações relacionadas à doença. Desse total, 62 foram descartadas após investigação.

A primeira confirmação deste ano ocorreu em 9 de março. O paciente recebeu atendimento médico e apresentou evolução favorável, de acordo com informações da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa).

A doença vem sendo acompanhada pelas autoridades cearenses desde 2022, quando o primeiro caso foi identificado no Estado. Desde então, a Sesa mantém ações de vigilância epidemiológica, investigação de ocorrências e orientação aos profissionais e serviços de saúde para facilitar a identificação dos casos e a adoção das medidas de prevenção.

No cenário nacional, o Ministério da Saúde registra 14.847 casos confirmados de mpox, além de 141 casos considerados prováveis e 128 classificados como suspeitos. O levantamento também aponta 18 mortes relacionadas à doença.

A maioria dos casos confirmados no Brasil corresponde a pessoas do sexo masculino ao nascimento. São 14.088 registros, que representam 92,35% do total. Já o sexo feminino ao nascimento corresponde a 1.167 casos, ou 7,65%.

Até o momento considerado pelo levantamento, 18 estados brasileiros registraram casos confirmados. São Paulo aparece com o maior número de registros, com 199 casos, seguido pelo Rio de Janeiro, com 112 confirmações. Acre, Alagoas, Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Piauí, Roraima e Tocantins não apresentaram casos confirmados.

Diagnóstico e transmissão

A confirmação da mpox depende de exame laboratorial. O diagnóstico é realizado por meio de teste molecular, com coleta preferencial do material presente nas lesões. Quando elas estão secas, as crostas podem ser encaminhadas para análise.

A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto e próximo com pessoas infectadas. O vírus também pode ser disseminado por meio de secreções corporais e objetos contaminados, como roupas, toalhas e roupas de cama.

A transmissão pode continuar desde o aparecimento dos primeiros sintomas até a cicatrização completa das lesões e a formação de uma nova camada de pele.

O intervalo entre o contato com o vírus e o surgimento dos sintomas costuma ficar entre três e 16 dias, mas em alguns casos pode chegar a 21 dias. Entre as manifestações mais comuns estão lesões na pele, febre, aumento dos linfonodos, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios e fraqueza.

Segundo o Ministério da Saúde, a maioria dos casos evolui para recuperação entre duas e quatro semanas. Pessoas que apresentarem lesões na pele acompanhadas de febre ou ínguas devem procurar atendimento médico, principalmente se tiverem tido contato próximo com alguém com suspeita ou confirmação da doença.

A atenção deve ser redobrada para pessoas que apresentam maior risco de complicações, incluindo pessoas vivendo com HIV/aids, gestantes, transplantados, pacientes oncológicos, crianças e idosos. Enquanto aguardam avaliação profissional, a orientação é evitar, sempre que possível, contato próximo com outras pessoas.

Não existe, atualmente, um medicamento específico aprovado para tratar a mpox. O atendimento médico é direcionado ao controle dos sintomas, à prevenção e ao tratamento de possíveis complicações e aos cuidados de suporte necessários durante a recuperação.

A Secretaria da Saúde do Ceará afirma que continuará acompanhando os registros da doença e adotando as medidas de vigilância necessárias, seguindo as orientações estabelecidas pelo Ministério da Saúde.