Economia
Pesquisa indica que medo do desemprego recua em Fortaleza e registra segundo menor patamar de 2026

O Índice de Medo do Desemprego da População de Fortaleza (IMDP) abriu o último trimestre de 2026 registrando 88,4 pontos, o segundo menor patamar alcançado ao longo do ano, ficando atrás apenas do resultado de agosto, quando atingiu 87,6 pontos. Em relação a outubro de 2025, o indicador apresentou uma retração de 4,5 pontos, segundo dados do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC), vinculado à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio/Ceará).
O levantamento exprime a percepção dos moradores de Fortaleza quanto ao risco de perda do posto de trabalho e serve como um balizador antecedente da atividade econômica local, indicando tendências sobre a oscilação do desemprego, do consumo das famílias e da capacidade de poupança.
No recorte por gênero, o índice entre os homens ficou em 85,3 pontos, enquanto entre as mulheres atingiu 91,0 pontos. Na análise por faixa etária, o temor da perda do emprego é mais elevado entre os jovens de 18 a 24 anos, alcançando 106,0 ponto, a única faixa sociodemográfica enquadrada no nível considerado alto, enquanto a população acima de 35 anos registra maior nível de confiança na estabilidade ocupacional, com 80,8 pontos.
Na divisão por escolaridade, pessoas com ensino fundamental completo ou incompleto registraram 98,3 pontos, seguidas por aquelas com ensino médio, com 97,2 pontos, enquanto o menor receio foi constatado no grupo com ensino superior, que pontuou 65,9. A maior preocupação recai sobre os trabalhadores com rendimento de até três salários mínimos, com 98,2 pontos, enquanto a maior confiança foi apurada entre aqueles com renda superior a sete salários mínimos, registrando 59,1 pontos.
No acumulado de 2026, o medo do desemprego entre a população de Fortaleza mantém uma média anual de 91,0 pontos, consolidando-se dentro da margem de baixo risco percebido. No primeiro trimestre do ano, o indicador pontuou 90,6 e subiu para 92,4 pontos entre abril e junho. No trimestre encerrado em setembro, o índice recuou 2,3 pontos em relação ao período anterior, fixando-se em 90,1 pontos antes de atingir a marca atual.