Saúde
Campanha Novembro Roxo reforça importância do acompanhamento pós-alta para bebês prematuros

A alta hospitalar de um bebê prematuro é um momento de grande alívio e alegria para as famílias, mas também marca o início de uma nova fase repleta de desafios. É o que alerta a campanha Novembro Roxo, dedicada à conscientização sobre a prematuridade. A iniciativa deste ano, desenvolvida em colaboração com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e entidades parceiras, chama a atenção para a necessidade de assistência contínua após a saída do hospital.
Um levantamento com base em informações da DRG Brasil (Grupo IAG Saúde) registrou 75.301 internações ligadas ao nascimento de prematuros entre janeiro de 2022 e junho de 2026, sendo que 53,7% exigiram cuidados intensivos. A permanência média no hospital foi de 15,2 dias, mas o tempo disparou para 49,4 dias entre os bebês nascidos com menos de 28 semanas. Além disso, o estudo apontou 1.789 readmissões hospitalares nos primeiros 30 dias de vida, motivadas principalmente por icterícia (69,4%), problemas alimentares (9,8%) e doenças respiratórias.
Como o organismo de uma criança nascida prematuramente ainda está em formação, é fundamental manter o monitoramento rigoroso do crescimento, da alimentação, da respiração e do desenvolvimento neurológico, respeitando sempre as particularidades e os riscos de cada caso.