Saúde
Brasil soma 88 casos confirmados de Mpox; maioria está em São Paulo

Doença viral é transmitida por contato próximo e provoca lesões na pele (Créditos: Mpox / Getty Images
O Brasil contabiliza atualmente 88 casos confirmados de Mpox, de acordo com dados do Ministério da Saúde. O estado de São Paulo concentra a maior parte dos registros, com 62 ocorrências desde janeiro.
Também há casos no Rio de Janeiro (15), em Rondônia (4), em Minas Gerais (3), no Rio Grande do Sul (2), no Paraná (1) e no Distrito Federal (1). A maioria dos pacientes apresenta quadros leves a moderados, e não há registro de mortes entre os casos atuais.
O que é e quais os sintomas
A Mpox é causada pelo vírus Monkeypox e é transmitida principalmente por contato próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas.
O sintoma mais comum é a erupção cutânea, que se manifesta como bolhas ou feridas e pode persistir de duas a quatro semanas. Também podem ocorrer febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, apatia e aumento dos gânglios linfáticos. As lesões podem atingir rosto, palmas das mãos, plantas dos pés e virilha.
Formas de transmissão
A transmissão ocorre por contato direto com pessoa infectada, inclusive durante conversas próximas ou respiração face a face, que podem gerar gotículas ou aerossóis de curto alcance. O contágio também pode acontecer por contato pele a pele.
Objetos contaminados recentemente com secreções ou materiais das lesões também podem servir como meio de transmissão.
Incubação e diagnóstico
O período de incubação varia de 3 a 16 dias, podendo chegar a 21 dias. Ao identificar sinais da doença, a orientação é procurar atendimento de saúde para realização de exame laboratorial, única forma de confirmação.
Tratamento e prevenção
A principal medida preventiva é evitar contato direto com pessoas infectadas. A higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel também é indicada, especialmente após contato com o paciente, roupas, superfícies ou objetos possivelmente contaminados. Roupas de cama, toalhas e utensílios devem ser lavados com água morna e detergente, e superfícies precisam ser desinfetadas adequadamente.
Risco de morte
Em geral, os sintomas desaparecem espontaneamente em algumas semanas. Recém-nascidos, crianças e pessoas com imunossupressão apresentam maior risco de complicações graves e morte.
Casos severos podem envolver lesões extensas — especialmente em boca e olhos, infecções bacterianas secundárias, infecções no sangue e pulmões, além de complicações como encefalite, miocardite e pneumonia.
O Ministério da Saúde orienta que pessoas com suspeita ou confirmação da doença mantenham isolamento imediato e evitem compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas, roupas, lençóis, escovas de dente e talheres, até o fim do período de transmissão.