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Saúde

Ceará tem aumento de síndrome gripal na Região Metropolitana de Fortaleza; afirma Sesa

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O Ceará tem registrado aumento nos atendimentos médicos relacionados a síndromes gripais nas últimas semanas. De acordo com dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), a maior concentração de casos ocorre nos municípios da Região Metropolitana de Fortaleza e está ligada, principalmente, à circulação do vírus da influenza A (H3N2).

Especialistas da área de vigilância em saúde alertam que, embora a maior incidência esteja na região metropolitana, vírus respiratórios costumam se espalhar com facilidade, o que pode provocar a expansão dos casos para outras regiões do estado nos próximos dias.

Apesar da elevação nas ocorrências, as autoridades de saúde ressaltam que o cenário não é considerado alarmante. O vírus H3N2 já circula há anos e costuma provocar surtos sazonais de gripe, especialmente em determinados períodos do ano. Em 2026, no entanto, o crescimento das infecções ocorreu mais cedo do que o habitual.

Atendimentos aumentam em Fortaleza

Em Fortaleza, unidades de pronto atendimento já registram impacto desse aumento. Desde janeiro, foram contabilizados 7.616 atendimentos por síndrome gripal, número 28,7% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando ocorreram 5.914 casos.

Os registros começaram a subir a partir de 9 de fevereiro, com crescimento mais acentuado após 17 de fevereiro, período que coincidiu com o Carnaval. O pico ocorreu em 24 de fevereiro, quando 338 atendimentos foram registrados em um único dia.

No início de março, a média diária na capital chegou a 226 atendimentos, enquanto no mesmo período do ano anterior o número era de cerca de 143 por dia.

Variante pode ter antecipado aumento de casos

Especialistas apontam que a antecipação da temporada de gripe pode estar relacionada à circulação de uma variante da influenza A conhecida como subclado K, também chamada de J.2.4.1.

No Ceará, pelo menos três casos dessa variante foram identificados em 2026, sendo dois no município de Caucaia e um em Fortaleza. Amostras analisadas indicaram que a maioria das infecções identificadas pertence ao subtipo A (H3N2), incluindo a nova variante.

A cepa foi detectada inicialmente no Brasil no final de 2025, após provocar antecipação da temporada de gripe em países da Europa e da Ásia. Por ser uma mutação recente, ela pode apresentar maior capacidade de transmissão. No entanto, especialistas afirmam que não há evidências de aumento na gravidade dos casos.

A vacina contra a gripe disponível atualmente continua sendo considerada eficaz contra essa variante.

O monitoramento das autoridades de saúde também acompanha a evolução dos quadros clínicos, especialmente em grupos considerados mais vulneráveis, como idosos, gestantes e crianças pequenas.

Em Fortaleza, os dados mostram que os atendimentos por síndrome gripal estão mais concentrados entre crianças de até 4 anos e jovens entre 20 e 29 anos.

Sintomas mais comuns da síndrome gripal

A síndrome gripal é caracterizada por um quadro respiratório agudo. Para ser considerada suspeita, geralmente é necessário apresentar pelo menos dois dos sintomas abaixo:

  • Febre
  • Calafrios
  • Tosse
  • Dor de garganta
  • Dor de cabeça
  • Coriza
  • Alterações no olfato ou no paladar

Em crianças, também pode ocorrer obstrução nasal. Já em idosos, sinais de agravamento podem incluir confusão mental, sonolência excessiva, irritabilidade, desmaios ou falta de apetite.

Autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação contra a gripe, da higiene frequente das mãos e da procura por atendimento médico em caso de sintomas mais intensos ou persistentes.