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Igreja

Vaticano nomeia climatologista brasileiro Carlos Nobre para Conselho de Desenvolvimento Humano

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O climatologista brasileiro Carlos Nobre foi anunciado como o novo integrante do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, órgão consultivo da Santa Sé. A nomeação, oficializada pelo Papa Leão XIV, torna o pesquisador o único representante do Brasil a compor o grupo responsável por debater políticas sociais e ambientais sob a ótica da Igreja Católica.

O anúncio ocorre em um período de alerta global. Relatórios recentes da Organização das Nações Unidas (ONU) confirmam que a última década foi a mais quente da história, elevando os riscos para populações em países em desenvolvimento e regiões tropicais.

Engenheiro eletrônico formado pelo ITA e doutor pelo MIT, Carlos Nobre é reconhecido mundialmente por suas pesquisas no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Ele é o autor da teoria da “savanização” da Amazônia, que alerta para o ponto de não retorno da floresta devido ao desmatamento e ao aquecimento global.

Em declaração à imprensa, Nobre afirmou que a participação da ciência em conselhos religiosos amplia o impacto das discussões climáticas:

“Estamos enfrentando uma emergência que coloca em xeque o futuro da civilização. Quando a Igreja volta seus olhos para o meio ambiente, ela está priorizando a proteção da vida humana”, pontuou o pesquisador.

A relação de Nobre com o Vaticano não é inédita. Em 2019, o climatologista teve papel ativo no Sínodo da Amazônia, ocasião em que defendeu a urgência de integrar a preservação do bioma às pautas humanitárias globais.

A escolha do brasileiro reforça a estratégia da Santa Sé em unir o rigor científico à influência ética para pressionar por mudanças nas políticas de emissão de carbono e proteção de ecossistemas críticos.

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