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Ceará confirma mortes por dengue; saiba como se prevenir

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O Ceará registrou três mortes por dengue entre as Semanas Epidemiológicas 1 e 19 de 2026, período compreendido entre 4 de janeiro e 16 de maio. Os dados constam no mais recente informe da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa).

No intervalo analisado, foram confirmados 1.428 casos da doença no Estado, número 16,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando houve 1.222 confirmações.

Segundo a Sesa, quatro casos de dengue grave foram confirmados neste ano. Desses, três evoluíram para óbito e um paciente se recuperou. A pasta não informou em quais regiões ocorreram as mortes, mas destacou que outros cinco óbitos suspeitos seguem em investigação.

O levantamento também aponta que 160 municípios cearenses, o equivalente a 87% das cidades do Estado, notificaram casos prováveis da doença. Entre eles, Jardim, Farias Brito, Granjeiro, Guaraciaba do Norte e Pereiro apresentam incidência considerada alta ou muito alta, cenário que acende alerta para risco de epidemia.

Apesar do aumento de confirmações, a Sesa avalia que o Ceará mantém um quadro geral de baixa transmissão da dengue. Entre janeiro e maio, foram registrados 11.196 casos suspeitos, dos quais 12,8% tiveram confirmação laboratorial.

O orientador da Célula de Vigilância e Prevenção de Doenças Transmissíveis e Não Transmissíveis da Sesa, Carlos Garcia, afirmou que não é possível apontar uma causa específica para o aumento dos casos. De acordo com ele, fatores como mudanças climáticas, variações no regime de chuvas e maior capacidade de diagnóstico podem ter contribuído para o cenário atual.

Sobre os óbitos, Garcia informou que o padrão de mortalidade segue semelhante ao dos anos anteriores. Em 2025, o Ceará também registrou três mortes no mesmo período, enquanto em 2023 e 2024 foram contabilizados nove óbitos em cada ano.

A dengue é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, responsável também pela disseminação da zika e da chikungunya. As autoridades de saúde reforçam que a prevenção depende principalmente da eliminação de criadouros do mosquito, como recipientes com água parada, caixas d’água destampadas, calhas sujas e objetos descartados de forma irregular.

Fortaleza registra queda nos casos

Em Fortaleza, os números apresentam redução em 2026. Dados da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) mostram que a Capital contabilizou 64 casos de dengue entre janeiro e abril deste ano, contra 151 no mesmo período de 2025, o que representa queda de 57%.

O segundo Levantamento de Índices Rápidos para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, realizado entre 14 e 24 de abril, vistoriou 48.652 imóveis na cidade. Foram encontrados focos do mosquito em 1.738 locais, índice correspondente a 3,57% do total.

Segundo a SMS, 73 bairros ficaram em nível de alerta, com índices entre 1% e 3,9%, enquanto outros 41 bairros apresentaram índices superiores a 3,9%, considerados de maior risco para transmissão da doença.

Como medida de prevenção, a Prefeitura ampliou a oferta de testes rápidos para dengue nos meses de maio e junho. Ao todo, 12 mil exames estão disponíveis nos 134 postos de saúde e nas seis Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Fortaleza para pacientes com sintomas da doença.

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