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Cotidiano

Luto esportivo: Como as redes sociais podem prolongar a tristeza após derrota na Copa do Mundo

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Sentimentos de tristeza e frustração após derrotas no esporte fazem parte do processo (Créditos da imagem: Divulgação)

A desclassificação da seleção brasileira da Copa do Mundo de 2026 desperta um alerta sobre o impacto psicológico que grandes competições exercem na população. Para especialistas na área de saúde mental, a mistura de raiva, tristeza e apatia que muitos torcedores enfrentam após o encerramento abrupto do torneio tem uma explicação técnica.

Embora não se trate de um diagnóstico clínico, o termo luto esportivo descreve a reação emocional provocada pela perda de uma expectativa coletiva e ajuda a entender por que o revés em campo se reflete no humor geral do dia a dia.

O que é o luto esportivo?

Além da quebra de expectativa pelo título, deixam de existir os momentos de convivência planejados com amigos e familiares em torno dos jogos. Em casos de forte vínculo, a identidade e a autoestima do indivíduo acabam afetadas pelo resultado.

O sofrimento varia conforme o investimento afetivo de cada um. Para alguns, o futebol é apenas entretenimento; para outros, representa pertencimento e tradição. Estudos de neurociência indicam que perdas simbólicas acionam circuitos cerebrais associados ao sofrimento emocional real. O processo costuma seguir fases conhecidas: incredulidade, raiva, frustração e, por fim, a aceitação progressiva.

O impacto no público infantil

A frustração também atinge as crianças, que costumam enxergar atletas como figuras heroicas. Especialistas recomendam que o momento permite ensinar que a admiração por um ídolo não deve vir acompanhada da exigência de perfeição. É importante acolher o sentimento dos filhos, nomear a tristeza e evitar frases que minimizem a dor, como “é só um jogo”. Essa validação contribui para desenvolver a resiliência e a tolerância a frustrações futuras.

A super exposição a vídeos de erro e cobranças na internet pode estender o sofrimento dos mais jovens. O ideal é equilibrar o uso de telas e incentivar atividades físicas ou lúdicas fora da internet para que a criança perceba que o desapontamento é passageiro.

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