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Economia

Cesta básica de Fortaleza tem queda no mês de Junho

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O consumidor de Fortaleza encontrou uma pequena melhora nos preços dos alimentos essenciais em junho. A cesta básica registrou uma queda de 0,32% em comparação com o mês anterior, colocando a capital cearense entre as cidades pesquisadas que tiveram redução no custo dos produtos básicos.

Mesmo com a baixa, o valor total da cesta chegou a R$ 822,43, comprometendo 54,85% do salário mínimo líquido do trabalhador fortalezense. O levantamento faz parte da Pesquisa Nacional de Preços da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Para adquirir todos os itens considerados essenciais, o trabalhador precisou utilizar 111 horas e 37 minutos de uma jornada mensal de trabalho de 220 horas.

Produtos que mais influenciaram a queda

A redução no preço médio da cesta em Fortaleza foi impulsionada principalmente pela diminuição no valor de alguns produtos. Entre os itens que ficaram mais baratos estão:

  • Banana: -4,73%
  • Café: -3,41%
  • Tomate: -3,34%
  • Óleo: -2,37%
  • Arroz: -1,21%
  • Farinha: -1,13%
  • Açúcar: -1,09%

Por outro lado, alguns alimentos apresentaram aumento no período, como:

  • Feijão: +9,23%
  • Pão: +1,52%
  • Leite: +1,04%
  • Carne: +0,54%
  • Manteiga: +0,47%

Custo para uma família de quatro pessoas

O estudo aponta que uma família formada por dois adultos e duas crianças precisaria desembolsar aproximadamente R$ 2.467,29 por mês para garantir apenas a alimentação básica.

O Dieese também calcula o salário mínimo necessário, considerando gastos com alimentação, moradia, saúde, educação, transporte, vestuário, higiene, lazer e previdência. Para junho, a estimativa foi de R$ 8.110,92, valor equivalente a cerca de cinco vezes o salário mínimo vigente de R$ 1.621.

Alta acumulada no semestre e em 12 meses

Apesar da queda registrada entre maio e junho, a cesta básica de Fortaleza acumulou uma das maiores altas do país ao longo do primeiro semestre de 2026. O aumento chegou a 21,48%.

Na comparação com junho de 2025, o avanço foi de 11,88%. O valor atual da cesta, de R$ 822,43, supera os R$ 735,11 registrados no mesmo período do ano passado.

Entre os produtos que mais pressionaram os preços no semestre estão o tomate, com alta de 138,35%, o feijão, que subiu 57,04%, e a carne, com aumento de 11,53%.

Já entre os itens que tiveram redução aparecem o óleo (-8,57%), o café (-8,11%) e o açúcar (-7,16%).

Panorama nacional

O levantamento mostrou que, em junho, a cesta básica ficou mais cara em 17 capitais brasileiras e apresentou redução em outras 10.

São Paulo teve o maior custo médio, com a cesta avaliada em R$ 965,47. Já entre os menores valores registrados estavam Aracaju (R$ 630,40), São Luís (R$ 654,73), Maceió (R$ 671,41) e Natal (R$ 686,07).

Apesar do recuo mensal, os dados indicam que os alimentos continuam exercendo forte impacto no orçamento das famílias de Fortaleza devido aos aumentos acumulados nos últimos meses.