Saúde
Abandono vacinal infantil cresce no mundo, aponta relatório da OMS

Dados internacionais mostram avanço no acesso inicial a imunizantes no Brasil, reduzindo o número de crianças com “dose zero” (Créditos da imagem: Pexels)
Garantir que as crianças completem todo o ciclo de vacinação recomendado continua sendo o maior desafio enfrentado pelos países na área de imunização infantil. É o que aponta um novo relatório global da Organização Mundial da Saúde (OMS) em parceria com o Unicef, divulgado nesta quarta-feira (15).
De acordo com o levantamento, a chamada taxa de abandono entre a primeira dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTP1) e a terceira dose (DTP3), que mede o percentual de crianças que iniciam o esquema, mas não o concluem subiu de 4% em 2024 para 12% em 2025.
Os dados estatísticos destacam o Brasil em posições de liderança na melhoria dos indicadores de imunização infantil durante o período analisado. Em 2021, o Brasil liderava o ranking de crianças sem nenhuma dose de vacina, com 687 mil registros. Em 2025, o número de crianças nessa condição caiu para 50 mil, posicionando o país na nona colocação global.
Apesar das melhorias, os órgãos internacionais alertam que a lacuna de imunização ainda é significativa: 13,5 milhões de crianças no mundo seguem sem receber nenhuma vacina e outras 6,2 milhões iniciaram o processo de proteção, mas não retornaram para completar as etapas necessárias.