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Brasil

Insegurança altera rotina de 98% das mulheres no Brasil, revela pesquisa

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Estudo mostra que a sensação de insegurança altera rotinas de deslocamento, trabalho e lazer de mulheres em todo o país (Créditos da imagem: Pexels)

Um levantamento nacional revela que 78% das mulheres no Brasil relatam ter sofrido ao menos uma modalidade de violência ao longo da vida, enquanto 98% adotam medidas preventivas diárias para reduzir os riscos de agressão. Os dados integram o estudo “Segurança das Mulheres: Percepção da Sociedade Brasileira sobre Violência”.

Impactos no cotidiano e mobilidade

A sensação de insegurança afeta 94% das entrevistadas e altera diretamente a circulação feminina nos espaços públicos. Locais como pontos de ônibus e estações (42%), estabelecimentos de lazer (41%) e o transporte público (33%) registram os maiores índices de receio relatados.

Para diminuir os riscos no dia a dia, as participantes apontam a adoção de diversas estratégias:

Evitar determinados locais: 90%

Não divulgar localização ou dados pessoais na internet: 88%

Evitar o manuseio de celular em vias públicas: 84%

Compartilhar rotas e horários com conhecidos: 83%

Restringir deslocamentos no período noturno: 83%

A pesquisa indica ainda impactos no lazer e no desenvolvimento profissional: 62% das entrevistadas alteraram atividades recreativas, 58% deixaram de freqüentar locais de preferência e 45% recusaram oportunidades de trabalho ou estudo devido à insegurança.

Demandas por infraestrutura e políticas de proteção

Entre as medidas prioritárias indicadas pela população para o combate ao problema estão a ampliação dos canais de denúncia e acolhimento às vítimas (95%), melhorias na infraestrutura urbana, como iluminação pública e transporte qualificado (93%) e o fortalecimento de políticas públicas de proteção à mulher (93%).

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