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Saúde

Nova diretriz reclassifica a pressão 12 por 8 como pré-hipertensão

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O monitoramento preventivo se torna fundamental para identificar a pré-hipertensão antes que ela evolua para doenças cardiovasculares graves (Créditos da imagem: Freepik)

O cenário da saúde cardiovascular no Brasil e no mundo está mudando, e o alerta agora atinge um público cada vez mais jovem. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o diagnóstico de alterações na pressão arterial tem crescido precocemente, afetando crianças e adolescentes. Definida pelo Ministério da Saúde como uma doença crônica, a hipertensão arterial, a popular pressão alta, ocorre quando há uma elevação persistente da pressão sanguínea nas artérias, exigindo que o coração faça um esforço muito maior para bombear o sangue por todo o organismo.

Recentemente, uma atualização importante nas diretrizes brasileiras de manejo da pressão arterial, publicada conjuntamente pelas sociedades brasileiras de Cardiologia, Nefrologia e Hipertensão, trouxe um novo rigor ao diagnóstico. A medida de 12 por 8, historicamente vista como o padrão de normalidade, passou a ser classificada como pré-hipertensão. Com essa mudança, a pressão só é considerada verdadeiramente normal quando está abaixo desse valor. O objetivo dos especialistas é identificar precocemente pessoas em risco, permitindo intervenções preventivas, antes que o quadro evolua para a hipertensão estabelecida, que continua sendo diagnosticada a partir de 14 por 9.

Sem o devido controle, a condição se torna a principal porta de entrada para complicações, como o infarto, o AVC, o aneurisma e a insuficiência renal.