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Economia

Confiança do consumidor em Fortaleza resiste ao endividamento

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Pesquisa aponta que, embora o endividamento esteja estável, houve aumento no atraso de contas (Créditos da imagem: Divulgação)

O cenário econômico em Fortaleza neste mês de abril de 2026 apresenta um contraste entre a confiança do consumidor e a pressão no bolso. De acordo com levantamentos realizados pelo IPDC, o nível de endividamento na capital se manteve estável em 71,4%, índice idêntico ao registrado no mesmo período de 2025. Porém o número de fortalezenses com contas em atraso subiu para 22,2%, e a inadimplência potencial também registrou alta, atingindo 10,6%.

Os dados revelam que o orçamento familiar está mais apertado, com o comprometimento da renda chegando a 42,8%. O cartão de crédito continua sendo o principal vilão das dívidas, utilizado por quase 80% dos entrevistados, seguido por financiamentos e empréstimos pessoais. A maioria dos consumidores está se endividando para custear itens essenciais, como alimentação, vestuário, aluguel e saúde, o que demonstra que o uso do capital extra está focado na manutenção da sobrevivência básica.

Por outro lado, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), embora tenha sofrido uma leve queda mensal de 2,6%, permanece em um patamar sólido de 122,1 pontos, um resultado superior ao de abril de 2025. O otimismo ainda prevalece com a maioria dos fortalezenses acreditando que sua situação financeira vai melhorar nos próximos meses.

Para a diretora institucional da Fecomércio Ceará, Cláudia Brilhante, o momento exige cautela, mas oferece boas perspectivas para o varejo. Segundo ela, o cenário é de equilíbrio em que a confiança elevada sustenta o comércio local, mesmo diante das dificuldades das famílias em fechar as contas do mês.

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