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Ceará tem o segundo melhor Índice de Desenvolvimento Humano Municipal do Nordeste

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Um levantamento divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) Brasil mostrou que o Ceará possui o segundo melhor Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) da Região Nordeste, com nota de 0,773. O estado fica atrás apenas do Rio Grande do Norte, que alcançou índice de 0,778.

O indicador mede a qualidade de vida da população com base em três dimensões: educação, longevidade e renda. Quanto mais próximo de 1, maior o nível de desenvolvimento humano. Faixas entre 0,700 e 0,799 são classificadas como de alto desenvolvimento.

Entre os critérios avaliados, o Ceará teve melhor desempenho na educação, liderando o ranking nordestino com índice de 0,783. Pernambuco aparece na sequência, com 0,764. Apesar do destaque regional, o estado ocupa a 15ª colocação nacional nesse indicador.

Na dimensão longevidade, o Ceará registrou índice de 0,871, ficando em segundo lugar no Nordeste e na quinta posição do país. A expectativa de vida no estado é de 77,26 anos, segundo o levantamento. Mulheres vivem, em média, 80,92 anos, enquanto os homens têm expectativa de 73,6 anos.

A renda segue como o principal desafio para o desenvolvimento humano no estado. O Ceará obteve índice de 0,677 nesse quesito, o segundo menor do Nordeste, à frente apenas do Maranhão. O estudo também aponta que o estado ainda não recuperou os níveis de renda registrados antes da pandemia.

Região Metropolitana de Fortaleza

Na análise das regiões metropolitanas nordestinas, Fortaleza alcançou IDHM de 0,796. O resultado ficou abaixo dos índices registrados em Natal (0,822), Teresina (0,809), Aracaju (0,809), Recife (0,806) e São Luís (0,806).

O levantamento destaca ainda desigualdades raciais e de gênero na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). O estudo aponta que a região possui o menor IDHM Renda da população negra entre as áreas metropolitanas analisadas no país, com índice de 0,684.

Entre as mulheres, a RMF também apresentou o pior desempenho em renda ajustada, com índice de 0,625.

De acordo com a coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Pnud Brasil, Betina Barbosa, o resultado reflete um menor dinamismo econômico da Região Metropolitana de Fortaleza em comparação com outras capitais nordestinas.

Ela destacou que a RMF aparece na 18ª posição entre as 21 regiões metropolitanas avaliadas no estudo. Segundo a especialista, o desempenho é impactado principalmente pela dimensão renda, baseada na renda domiciliar per capita da população.