Cotidiano
Telemedicina se consolida no Brasil, mas enfrenta desafios

Modalidade saltou de 11 milhões para mais de 30 milhões de consultas em poucos anos (Créditos da imagem: Pexels)
A tecnologia transformou as fronteiras da comunicação global, permitindo a troca de mensagens instantâneas e a realização de chamadas de vídeo em tempo real, independentemente da distância geográfica. No campo da saúde, a modalidade viabiliza orientações, diagnósticos, emissões de receitas e atestados digitais com a mesma validade jurídica de um atendimento presencial.
Explosão de dados e crescimento acelerado
A pandemia da covid-19, iniciada em março de 2020 como a maior crise sanitária do século XXI, funcionou como o principal divisor de águas para o setor. Durante o período de distanciamento social, as consultas remotas foram essenciais para garantir a continuidade de tratamentos crônicos e a prevenção de doenças sem expor os pacientes ao risco de contágio nos hospitais.
O reflexo desse período veio nos indicadores de mercado. Apenas um ano após a regulamentação oficial da telemedicina no Brasil, o setor registrou um salto expressivo de 172% na busca pelo serviço. Entre os anos de 2020 e 2022, o país contabilizou 11 milhões de consultas virtuais. Já em 2023 o volume disparou, superando a marca de 30 milhões de atendimentos remotos.
Desafios técnicos e culturais na rede pública
Apesar do crescimento robusto e das vantagens logísticas, a consolidação plena da telessaúde no Brasil ainda esbarra em barreiras, que exigem investimentos que vão além da aquisição de softwares.