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Brasil

Cinto de segurança pode reduzir traumas em acidentes com ônibus, alerta especialista

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Equipamento é obrigatório há mais de duas décadas, mas baixa adesão preocupa autoridades (Créditos da imagem: Pexels)

Considerado uma das medidas mais eficazes para reduzir mortes e ferimentos graves nas estradas, o dispositivo ainda enfrenta forte resistência por parte dos usuários. Dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) confirmam que a adesão ao equipamento nas rodovias brasileiras permanece significativamente abaixo do ideal, elevando o risco de morte em casos de colisões, tombamentos ou saídas de pista.

A falsa sensação de segurança

A obrigatoriedade do cinto de segurança em ônibus rodoviários foi estabelecida pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) em 1999. Mesmo após mais de duas décadas de vigência da lei, especialistas afirmam que muitos passageiros negligenciam o uso devido a uma falsa sensação de segurança provocada pelo tamanho e pela robustez dos veículos de grande porte.

Em acidentes de alta energia, porém, a estrutura do ônibus não impede que os ocupantes sofram impactos violentos. Sem a retenção do cinto, o corpo continua em movimento após a desaceleração brusca, sendo arremessado contra poltronas, janelas, corredores e outros passageiros, além de correr o risco de ejeção para fora do veículo.

Impacto na gravidade dos traumas

De acordo com Érika Bandeira, chefe de enfermagem da emergência do Instituto Doutor José Frota (IJF), o uso correto do dispositivo reduz drasticamente a gravidade das lesões em acidentes. Sem o cinto, as ocorrências costumam resultar em:

  • Traumatismo cranioencefálico (TCE);
  • Lesões graves na coluna vertebral;
  • Traumas torácicos e abdominais;
  • Múltiplas fraturas pelo corpo.

A maior parte desses danos pode ser evitada se o passageiro permanecer afivelado durante todo o trajeto, independentemente da distância da viagem.

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